Viva a vida!
Nasci livre, incólume
Mas implume e cego
Faminto, sedento de saber
Sem saber ao certo
Que o saber é o deserto
Infinito da busca por respostas
Nasci aberto e vazio
Mas cheio de felicidade
Contagiando o entorno
Ganhei sim, às vezes não
Apanhei, engoli o choro
Fui subornado, corrompido
Mergulhei em mim, não vi o fim
Não vi o fundo, morri para o mundo
Não para mim
Renasci e enxerguei
Um mundo qu'eu não via
Vim do fundo à superfície
Das águas turvas, imundície
Às águas plácidas, límpidas
Quis apenas o ar, respirei
Hoje vivo o prêmio que ganhei
Mais consciente de mim
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